10.4.11

APLAUSOS


Faltam poucos dias para uma Grande Gala de Dança em Joinville

Bailarinos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Ballet Teatro Guaíra e Cia Jovem Palácio das Artes estarão em breve em nossa cidade apresentando uma Gala através do "Projeto Aplausos"  idealizado pelo competente Darling Quadros. Em breve maiores informações.

9.4.11

Famosa fábrica de sapatilhas reconquista o prestígio depois de quase falir

A Repetto era a marca de sapatilhas preferida de ícones do balé como Nureyev e Barishnikov. Atualmente a empresa investe na fabricação de outros modelos de calçado, que atende diferentes tipos de clientes. Saiba como a empresa fez para se reerguer.




 
Globo News - Mundo S/A

7.4.11

Sangue, suor e lágrimas



A Professora de Balé de 76 anos Dora de P. Soares  que dá aulas diárias a uma turma de mais de 60 alunas de todas as idades, usa o exemplo para explicar por que a dança clássica já não parece tão atrativa para as garotas quanto no passado. “A não ser que ela tenha uma vocação irresistível”, diz. Como teve Patrick Lorenzetti, de 16 anos, filho de um funcionário da escola. Ele começou a dançar ali, primeiro hip-hop, depois balé clássico, até ser convidado para fazer parte do elenco do Balé Teatro Guaíra. “Hoje ele tem contrato e ganha um salário, mas isso não é tão sedutor para uma menina de classe média alta”, analisa Dora.
Nas academias, não há escassez de meninas matriculadas. Pelo contrário. Mas quantas se tornam bailarinas de fato? Muito poucas. E isso não acontece porque a sociedade atual parece dar mais valor aos 15 minutos de fama de um Big Brother do que ao prestígio conquistado com sangue, suor e lágrimas por um bailarino.
Dançar exige não somente sacrifício, mas todo o tipo de aptidões, do imprescindível talento às formas físicas adequadas. Dora conta que, a cada mil garotas que passam pelo Studio D1, uma se destaca. “Tenho uma aluna de 12 anos com todas as qualidades para se tornar uma bailarina. E ela ainda conta com o apoio dos pais, o que é raro”, conta. Além do talento, condição primeira, para ter futuro como bailarino é preciso ser aplicado, disciplinado e, como se tudo isso não bastasse, ter um corpo esguio e longilíneo.
Há quem tenha se lembrado, ao ler estas linhas, do sofrimento vivenciado por Nina, protagonista de Natalie Portman no filme Cisne Negro, uma bailarina que enlouquece em seu desespero para desempenhar com perfeição tanto o Cisne Branco quanto seu duplo maligno.
Dora discorda de que a opressão sentida pela personagem faça parte do universo do balé. “Essa moça é um tratado de patologia: é anoréxica, esquizofrênica, se automutila, tem uma mãe opressora e um diretor abusado. Não seria bem-sucedida em profissão alguma”, opina.
Eleonora Greca concorda. “As dificuldades enfrentadas por um bailarino são as mesmas de qualquer profissão”, diz. Um bailarino enfrenta horas de prática, por vezes, engolindo a dor, em sua busca pela perfeição. “A dança é como um esporte de ponta. Só não ganha em nível de exigência da ginástica rítmica e artística”, analisa Dora. “As escolas de dança são muito duras, e isso é necessário, pois não vai persistir quem não tiver autodisciplina. Quantas vezes um bailarino dança machucado e precisa estar firme?”, diz Eleonora.
As academias, na opinião de Eleonora, deveriam realizar uma avaliação prévia para verificar o perfil dos possíveis alunos e fazer com que os pais sejam corresponsáveis. “Eles não podem querer ser mais que os filhos. Às vezes, a família impõe a dança, e ela se torna um fardo grande para a criança, assim como é muito comum ver pais médicos ou advogados que querem que os filhos sigam sua profissão”, analisa. Para a bailarina, também falta um olhar mais atento do professor para o aluno especial e vocacionado. 

Publicado em 02/04/2011 | Annalice Del Vecchio
Fonte: Gazeta do Povo - Caderno G

3.4.11

“O clássico é a mãe da dança”



O ensino do balé se modificou a partir do momento em que ele se tornou base para acessar outras linguagens contemporâneas. Se antes toda menina se imaginava de coque, saiote e sapatilhas de ponta, dançando como Ana Botafogo, hoje muitas preferem imitar o rebolado sexy e frenético de Shakira ou Beyoncé. Isso significa que ser bailarina clássica já não é mais um sonho feminino? Não. É a opinião unânime dos bailarinos e professores entrevistados. “A dança clássica não morreu, é um estilo e vai perdurar, assim como a música erudita. O que é bom fica”, diz Eleonora Greca, primeira bailarina do Balé Teatro Guaíra e coordenadora de dança da Fundação Cultural de Curitiba.
“O balé é uma arte viva! Está em constante evolução. Mantém-se a tradição sem deixar de olhar para o presente e, principalmente, para o futuro”,  Isso significa que o ensino da dança clássica já não é tão purista e vem se adaptando à demanda das próprias companhias por bailarinos familiarizados com vertentes contemporâneas. “O bailarino hoje tem de ser múltiplo, conhecer técnicas de improvisação teatrais, jazz, dança contemporânea e hip-hop, depende de qual Companhia ele pretende ingressar. Companhias de dança contemporânea, como o Grupo Corpo e Cia. de Dança Deborah Colker, exigem que seus membros tenham uma base clássica.   “A São Paulo Companhia de Dança é uma companhia contemporânea, mas com uma qualidade só adquirida porque tem bailarinos que dominam o balé clássico. O clássico como trabalho diário é essencial em uma companhia, dá disciplina , é a base, a mãe de tudo”, diz Jair Moraes.  A  dança clássica vem se modificando. Pensamos no corpo, no movimento, como ele surge e acontece até a finalização. A compreensão e a intenção do que está sendo executado devem fazer parte da formação. Hoje fala-se de ossos, músculos, do processo, e estimula-se a criação e expressão. ”Hoje, o bailarino clássico “abriu a cabeça” com as inúmeras referências que chegam pela internet e, por isso, as crianças estão mais precoces. “O trabalho precisa ser mais acelerado porque uma menina de 13 anos faz o que, no passado, só uma de 20 faria. Antigamente, uma bailarina só faria ponta depois dos 12 anos e, atualmente, com 10 ela já está fazendo loucuras. É preciso preparar esse corpo para não machucá-lo, fortificar suas articulações”, diz Moraes, que diz aprender muito com as inúmeras informações trazidas pelos alunos e assistindo a festivais. Tanta precocidade precisa ser direcionada, aponta Jair, para que não haja futuros problemas. “Eleonora Greca aponta três elementos que devem guiar os currículos de formação em dança, em qualquer tempo: informação, formação e observação.
Annalice Del Vecchio 
Fonte: Gazeta do Povo 

2.4.11

20 anos


No dia da mentira 1º de abril, completei 20 anos de ensino dentro de uma classe de Balé. Acredito que tudo o que repassei aos meus queridos alunos sempre foi o melhor e o máximo de meus ensinamentos e experiências vividas nessa arte tão bela, que é a dança. Fiz com certeza um ótimo trabalho com todos que fizeram parte de minhas aulas e de minhas coreografias. Foram tantas Anas, Andréias, Lucianas, Giselles, Marinas, Marianas, Alessandras, Tatianas, Tatianes, Camilas, Carolines, Carolinas, Karolines e Karolinas, agora  ... Zaiane e Rodrigo foram únicos nessa longa caminhada. Rostos, pessoas que tive o prazer de conhecer e ensinar,  fazendo de uma forma,  parte de suas histórias. Fui batizado por alguns de carrasco, militar, grosso, estúpido entre outros que não vale a pena aqui citar e por  muitos de: sério, disciplinador, competente, professor, mestre, amigo, pai. Enfim, o que sempre fiz nesses 20 anos foi levar meus pensamentos, meus devaneios dançantes, minha inspiração, minha arte a crianças, jovens e adultos. Quero nesse espaço agradecer á todos que participaram dessa minha jornada e que  tive o prazer de conhecer em minhas classes de balé e também  pedir desculpas se falhei alguma fez nos meus ensinamentos - antes de tudo sou também um ser humano. Obrigado pelo carinho e respeito.
Bem, não poderia de deixar é claro de citar os profissionais com quem tive o prazer de compartilhar nesses 20 anos as classes na  Escola de Ballet: Ana Maria Maia, Carla Eland, Maristela Lemos, Silvio Maia, Jorcy Rodrigues, Maria Antonieta, Daniela Toaldo, Ana Beatriz, Pedro Dantas, Fabine Romão, Jaime Fagundes, Candia Mavids, Egberto Saurini, Fabiola Schiebelbein, Armando Zanon, Karin Busch, Eduardo Junqueira, Ronald Soares, Ilberto Magave, Ana M. Macedo, Michelle Mogami, Alessandra Hiláriio, Elizete Demonti, Pedro Morales e Mestre Jair Moraes. Obrigado a todos !

Foto Plano de Fundo: Coreografia | "The Messiah | Silêncio" do Mestre Jair Moraes